Reputação e Imagem na área da saúde



O descompasso entre a velocidade com que surgem novas tecnologias no mercado da saúde, que inicialmente são de alto valor, e o baixo nível de renda e poupança da sociedade brasileira pressiona para que os custos médicos venham se tornando um desafio árduo para consultórios, clínicas e hospitais.

Adiciona-se a essa realidade o acirramento da concorrência e a mudança, em curso, do modelo de negócios no mercado da saúde. Esses fatores aliam-se ao fato de estarmos inseridos em um mundo multifacetado e hiperconectado, onde as relações humanas sofrem diversos estímulos que levam à superficialidade.

Contudo, a relação de confiança médico x paciente resiste aos séculos, em qualquer parte e em qualquer sociedade. Em um trecho do juramento de Hipócrates, temos: “Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar eu conservarei inteiramente secreto”. Para honrar esse compromisso pétreo, que encerra em seu conceito muito da confiabilidade que a sociedade entrega aos médicos, o profissional ou seu estabelecimento terão que zelar, cada vez mais, por sua imagem e reputação, vez que lidam com a manutenção da saúde e preservação da vida.

A era da informação evidenciou uma lacuna na formação de muitas carreiras de profissionais liberais, falo da capacidade de gerir a própria marca. Essa gestão, na área da saúde, inclui atendimento e cuidados com o ser humano em sua integralidade, abrangendo seus dados pessoais e informações, pois atualmente pessoas possuem vida digital ativa.

Nesse contexto, o caminho seguro para a diferenciação e o reforço positivo da imagem, passam pela adoção de medidas de controle da informação desde o contato inicial com os dados pessoais de pacientes, fornecedores e funcionários, até o descarte seguro da informação.

Muitos softwares de gestão de saúde prometem blindar o estabelecimento de saúde de sanções por descumprimento de normativos de mercado. Porém, a revisão periódica dos contratos, treinamento de funcionários e políticas de privacidade bem construídas e personalizadas são fatores que complementam e elevam a adequação do negócio aos níveis pretendidos pela Lei Geral de Proteção de Dados.

Com isso, se adequar à LGPD, fará com que negócios na área da saúde que primam por qualidade, ética e transparência solidifiquem sua área de atuação comercial e atraiam novos pacientes e parceiros de negócio que enxergam o esforço do estabelecimento de saúde em prestar atendimento integral e de qualidade, no que tange o bem maior, a vida.

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